Autor: Sarah Siqueira

  • Saiba porque você pode estar aprendendo como uma criança, segundo a neurociência.

    Saiba porque você pode estar aprendendo como uma criança, segundo a neurociência.

    Resposta rápida: Segundo a neurociência, você pode estar aprendendo como uma criança quando recorre à imitação por repetição, em vez da emulação. O cérebro adulto prefere emular (imaginar várias soluções e usar o raciocínio) quando tem conhecimento e recursos, mas, sem eles, volta a “ser criança” e aprende apenas repetindo, graças aos neurônios espelho.

    Uma pesquisa liderada por Caroline Charpentier, bolsista de pós-doutorado em neurociência no laboratório de John O’Doherty, mostrou como o cérebro escolhe entre dois sistemas neurais responsáveis pela aquisição de conhecimento. O estudo, publicado na revista Neuron, revela pela primeira vez qual estratégia o cérebro emprega diante de uma tarefa de aprendizado por observação, e ajuda a entender por que você pode estar aprendendo como uma criança sem perceber. No experimento, os participantes tiveram o cérebro monitorado por ressonância magnética funcional enquanto realizavam tarefas de emulação e imitação.

    Neurônio espelho, base de aprender como uma criança por repetição

    Uma célula chamada neurônio espelho nos permite, principalmente na infância, repetir os comportamentos que observamos. É por isso que o ditado “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” não funciona na vida real. Se você é pai, mãe ou responsável e quer que a criança tenha bons comportamentos, faça você primeiro: o neurônio espelho entra em ação.

    A partir da observação, aprendemos de duas formas: repetição e emulação

    A neurociência identifica dois caminhos para aprender observando:

    • Repetição (imitação): repetimos as ações e os gestos de um modelo para chegar ao mesmo resultado.
    • Emulação: observamos alguém obtendo um resultado e, para alcançá-lo também, criamos pela imaginação diferentes formas de ter sucesso naquilo.
    Aprender a abrir um cofre: repetição e emulação no aprender como uma criança

    Imagine que você quer aprender a abrir um cofre. Se usa a repetição, precisa ver como uma pessoa faz para depois fazer igual. Se usa a emulação, pensa em várias soluções possíveis, imaginando como alguém pode ter conseguido: pegar uma ferramenta, usar outro recurso ou contratar um especialista. Em outras palavras, você usa o raciocínio lógico, acionando mais a sua neurologia e ampliando a probabilidade de sucesso.

    Como o cérebro escolhe entre emulação e aprender como uma criança

    Por que você pode estar aprendendo como uma criança

    O cérebro de um adulto prefere a emulação quando tem habilidade e conhecimento para isso. Mas, sem recursos disponíveis, ele volta a “ser criança” e usa o neurônio espelho para aprender por repetição. Uma criança não consegue resolver problemas complexos justamente porque sua forma de aprendizado é limitada à repetição, e este estudo explica o motivo.

    Pense em um empreendedor que deseja os mesmos resultados de um líder de sucesso. Sem know-how, ele teria que se encontrar diariamente com esse líder, observando por horas até começar a repetir as ações certas. A melhor solução, nesse caso, é a emulação: com conhecimento e prática, ele pode criar diversas alternativas pela imaginação e testá-las até chegar ao resultado desejado.

    A conclusão é direta: se queremos alcançar objetivos, resolver problemas e ter uma vida melhor, devemos criar flexibilidade desenvolvendo mais habilidades, experiências e conhecimentos em diferentes áreas. Muitas pessoas, depois de momentos ruins, começam a se limitar e se impedem de emular por acreditarem que não têm capacidade.

    Pra aplicar agora

    Saia da repetição e comece a emular

    Para deixar de aprender como uma criança e usar a emulação a seu favor:

    1. Escolha um resultado que você admira em alguém de referência.
    2. Em vez de copiar passo a passo, liste três caminhos diferentes que poderiam levar a ele.
    3. Imagine-se executando cada caminho e perceba qual faz mais sentido para a sua realidade.
    4. Teste o mais viável, ajuste e repita o processo com novas ideias.

    Exercício educativo, não substitui acompanhamento profissional.

    Como a PNL ajuda você a parar de aprender como uma criança

    Uma das coisas mais valiosas da PNL é justamente assumir o controle daquilo em que você acredita, mexendo nas crenças limitantes que travam a emulação. Por mais que alguém ainda não tenha a capacidade necessária, quando acredita com cada fibra que pode chegar à excelência, passa a agir diferente, desenvolvendo a si mesmo e construindo novas habilidades. É a mesma neuroplasticidade que permite ao cérebro continuar aprendendo a vida toda. Essa crença de que falta capacidade, mesmo quando os resultados mostram o contrário, é o retrato da síndrome do impostor, tema do psicólogo e hipnoterapeuta Gustavo Garrido (atendimento 100% online).

    A SIPNL (Sociedade Internacional de PNL) é a maior referência brasileira de Programação Neurolinguística, com formação na linhagem direta de Richard Bandler, criador da PNL. Para entender como o cérebro se reprograma, vale conhecer a importância da neuroplasticidade para o nosso cérebro e mente.

    Perguntas frequentes

    O que significa estar aprendendo como uma criança?

    Significa depender da imitação por repetição, copiando ações observadas sem criar alternativas próprias. O cérebro recorre a isso, via neurônios espelho, quando falta conhecimento ou recursos para emular.

    Qual a diferença entre repetição e emulação?

    Na repetição, você copia exatamente o que viu alguém fazer. Na emulação, você imagina vários caminhos possíveis para chegar ao mesmo resultado e usa o raciocínio, o que aumenta as chances de sucesso.

    Como a PNL ajuda a desenvolver a emulação?

    A PNL trabalha as crenças limitantes que fazem a pessoa achar que não é capaz. Ao reprogramar essas crenças, você ganha flexibilidade para criar soluções, testar caminhos e aprender como um adulto, não apenas repetindo.

    Quer destravar a forma como você aprende e cria soluções? Conheça a formação Practitioner em PNL e desenvolva mais flexibilidade mental na prática.

  • A Inesperada Verdade Sobre Crenças Limitantes Que Nunca Te Contaram

    Resposta rápida: Crenças limitantes são conclusões que o cérebro tira a partir de experiências repetidas e passa a tratar como se fossem fatos. Para mudar uma crença limitante, em vez de focar no resultado final, concentre-se no processo: desenvolva competências e habilidades específicas, meça suas expectativas, não se compare a ninguém e duvide das conclusões automáticas da sua mente.

    Hoje em dia ouve-se muito sobre crenças limitantes. Parece que agora tudo é culpa delas. Se você não consegue ficar rico, emagrecer, ser feliz e produtivo, pode ter certeza de que alguém, em algum momento, vai afirmar que existe uma crença te impedindo de evoluir.

    Tudo mentira? Se for verdade, como eu sei que tenho uma crença limitante? E, se tenho, como eu a descubro? Em partes é verdade: existem maneiras de identificar e, além disso, de mudar uma crença. Explico no artigo abaixo.

    Como nosso cérebro funciona e cria crenças limitantes

    Como o cérebro cria crenças limitantes a partir de experiências repetidas

    Nosso cérebro foi desenvolvido, naturalmente, para criar generalizações, omissões e distorções. Muitos afirmam que o motivo é economizar energia visando à sobrevivência. Isso é ótimo em alguns momentos, como quando aprendemos a abrir portas ou andar de bicicleta, porque não precisamos aprender de novo toda vez que usamos bicicletas e portas diferentes, graças à nossa capacidade de generalizar. O problema aparece quando a generalização é feita com base em experiências “ruins”.

    Por exemplo: imagine que você se relacionou algumas vezes e viveu traições. Provavelmente seu cérebro vai concluir que ninguém presta, que você nasceu para ficar sozinho ou que nunca será feliz em um relacionamento. Outro exemplo muito comum são as pessoas que não conseguem falar inglês ou que acreditam que inglês é difícil. Geralmente isso acontece porque a pessoa teve várias experiências que não atenderam às expectativas e, por isso, o cérebro concluiu que inglês não é para ela, culpando alguma coisa ou alguém.

    Sempre que começamos algo, tendemos a imaginar como será quando estiver finalizado. Quando essa expectativa não é alcançada, você conclui que a culpa foi de alguém ou de algo. O problema é que, quando isso se repete, gera uma certeza cada vez mais forte e mais real, como se fosse um fato.

    Foque no processo, não no resultado

    Se você idealiza um corpo, quer atingir uma meta profissional ou pessoal, pare de focar no resultado final. Devemos nos concentrar no processo. O que importa são as habilidades, comportamentos, pensamentos, sentimentos e pessoas que precisamos conhecer para realizar tal desejo. Sabe aquela frase “mirar na lua e alcançar as estrelas”? Ao desenvolvermos as competências e habilidades necessárias, mesmo que não realizemos exatamente os objetivos que definimos, chegaremos bem perto disso.

    Quando você foca na competência, consegue identificar especificamente o que aconteceu, em vez de entrar no processo do “e se”:

    • E se eu não sou bom o suficiente?
    • E se não for possível?
    • Será que eu nasci para isso?

    Ao acreditar que algo é verdade, você começa a perceber coisas para validar essa crença. O seu cérebro busca mais situações para fortalecer essa conclusão, o que faz com que você tenha mais experiências que reforçam ainda mais esses resultados.

    O medo de falar em público é talvez o mais comum entre as pessoas. Normalmente, na escola, por falta de preparo, ficamos inseguros em algumas apresentações de trabalho. Depois, uma ou duas experiências parecidas na faculdade e, de repente, surge a oportunidade de uma apresentação na empresa. Seu cérebro vai querer te convencer de que você não consegue, que vai errar, que vai esquecer o que é para falar. Ele vai ficar passando filmes na sua cabeça com tudo de ruim acontecendo. No momento da apresentação, sabe o que acontece? Exatamente o que seu cérebro disse: você erra, gagueja, dá branco e faz uma apresentação ruim.

    Como resolver uma crença limitante desenvolvendo competências e habilidades

    Ninguém nasce com uma crença, todos as construímos por meio de experiências. Para resolver uma crença limitante, desenvolva competências, meça suas expectativas, não se compare a ninguém e duvide das conclusões que o seu cérebro tira, pois não existem regras. Não é porque aconteceu muitas vezes que vai acontecer de novo. Claro, se você fizer do mesmo jeito, sim, mas se focar em desenvolver suas habilidades e competências, vai ter resultados diferentes.

    O que falta é uma estratégia funcional, competência e habilidade específica para você chegar ao seu resultado. Crença limitante é só uma conclusão. Não se apegue a esse assunto como a maioria das pessoas do ramo do desenvolvimento pessoal faz. Desenvolva suas competências, elabore uma estratégia eficiente e acompanhe métricas funcionais condizentes com o seu nível de competência. Foque no que realmente importa.

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    Teste de realidade da crença

    Quando perceber um pensamento do tipo “eu não consigo”, use estes passos para questioná-lo em vez de obedecê-lo:

    1. Escreva a crença em uma frase clara (ex.: “eu não levo jeito para falar em público”).
    2. Liste as experiências específicas que geraram essa conclusão, sem generalizar.
    3. Pergunte: qual competência ou habilidade específica faltou em cada uma delas?
    4. Defina um passo prático para treinar essa habilidade nesta semana e observe o resultado mudar.

    Exercício educativo, não substitui acompanhamento profissional.

    Como a PNL ajuda a mudar crenças limitantes

    A Programação Neurolinguística (PNL) estuda exatamente como a linguagem, as imagens mentais e os padrões de pensamento constroem as crenças que governam o seu comportamento. Com técnicas de ressignificação e modelagem, é possível examinar de onde veio uma crença limitante, questionar suas generalizações e instalar referências novas, focadas em competência e resultado. Em vez de tratar a crença como um fato imutável, você passa a tratá-la como uma conclusão que pode ser revista. Quando essa crença limitante toma a forma de “eu não sou bom o bastante” ou “vou ser descoberto”, vale entender mais sobre a síndrome do impostor com o psicólogo Gustavo Garrido, que atende 100% online.

    A SIPNL (Sociedade Internacional de PNL) é a maior referência brasileira de Programação Neurolinguística, com formação na linhagem direta de Richard Bandler, criador da PNL. Se você quer entender na prática como a mente cria e desfaz crenças, conheça a formação Practitioner em PNL.

    Perguntas frequentes

    O que são crenças limitantes?

    Crenças limitantes são conclusões que o cérebro forma a partir de experiências repetidas e passa a tratar como verdades absolutas, mesmo sem base real. Elas funcionam como regras invisíveis que limitam o que você acredita ser capaz de fazer.

    Como identificar uma crença limitante?

    Repare nos pensamentos automáticos do tipo “eu não consigo”, “isso não é para mim” ou “nunca vai dar certo”. Quando uma certeza se forma a partir de poucas experiências negativas e bloqueia a sua ação, provavelmente é uma crença limitante.

    É possível mudar uma crença limitante?

    Sim. Como ninguém nasce com crenças, todas são construídas e podem ser revistas. O caminho é desenvolver competências específicas, questionar as conclusões automáticas da mente e acumular novas experiências que provem o contrário.

    Quer parar de ser refém das conclusões automáticas da sua mente e desenvolver as competências que realmente mudam seus resultados? Conheça as formações em PNL da SIPNL e comece a treinar a forma como você pensa.